ÍCONE, Vol. 11, No 2 (2009)

O corpo-pleno da imagem: fotografia, analogia e desejo

Paulo Carvalho

Resumo


Trata-se, pois, de procurar a imagem não-representativa, de construir a anti-sintaxe não-documental da fotografia, de fazer da imagem um corpo sem órgãos capaz de devires ilimitados. Há muito, a pintura esconjurou a representação de suas telas. Foucault bem definiu a tensão da pintura clássica: uma tela pré-moderna desenvolve-se a partir da equivalência entre a semelhança e a afirmação. Pergunto: até que ponto a fotografia será necessariamente tensionada e reduzida pela necessidade de afirmar algo por delegação, pela força da obviedade da analogia que carrega, até que ponto funcionará como um “mau romance”?

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